Mais um video de curiosidades e cultura geral :))).
"Dueto Bufo Para Dois Gatos", supostamente composto por Gioacchino Rossini. Muito cômico. Neste video, os garotos do "Petits Chanteurs a La Croix de Bois" e a platéia se acabando de rir (assim como eu). A peça é dividida em três partes com uma referência à aria "Ah, come mai non senti", de Otello,um dueto e uma cavatina.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Dueto dos Gatos
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Leo Lodi
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terça-feira, 4 de novembro de 2008
Arquitetos do Ninho do Pássaro projetam teatro de dança em SP
Fotos: Projeto de autoria da dupla Jacques Herzog e Pierre de Meuron para a a nova sede da Elb Philarmonie.Em Belo Horizonte, conseguiram o feito de criar uma solução para a composição de um corpo estável musical de alto nível de profissionalismo que é a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Algo almejado pelas orquestras do Rio e jamais conseguido. Em São Paulo, parece que, apesar das questões políticas que envolvem a arte e as culturas, as coisas acontecem mais rapidamente. E melhor.
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Leo Lodi
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terça-feira, 28 de outubro de 2008
Edirol R-09HR
Este é o novo equipamento de gravação de audio adquirido recentemente pelo Voz Plena para a documentação das aulas de canto dos nossos alunos e pacientes de fonoterapia. Fiz logo no início das postagens deste Blog uma resenha sobre diversos gravadores e acabei optando pelo modelo digital e mais moderno da Roland. Há modelos superiores como o Sony PCM D50 e o YamahaPoketrak 2G. Optei pelo que se mostrou eficaz em qualidade de audio e disponibilidade de recursos, além, claro, do preço.
Depois de utilizar por mais de 10 anos os famosos Mini Discs, resolvi abandonar com muito carinho as mídias de discos, apesar de nosso último modelo ser um top de linha, o espetacular Sony MZ RH1 (que, inclusive, estou vendendo acompanhado de microfone estéreo e 20 discos).
Este gravador da Roland aceita cartões SD de até 4GB e grava estéreo em até 96KHz, em 24 bits, ou seja, uma super-qualidade. Acompanha um cartão SD de 256 MB, cabo USB para conexão com o PC, software de edição de audio (Audio Creator LE) e controle remoto.
Há dois níveis de sensibilidade do microfone, o que tem me deixado na dúvida sobre qual usar. O mais sensível dá pico o tempo todo e no menos sensível, a gravação fica baixa demais.
Os formatos supor
tados podem ser MP3 (320 Kbps) ou wave (24 bits).
Na traseira, vários controles para regulagens específicas (clique sobre a imagem para visualizar). Hold, Limiter/AGC, Plug in Power, Low Cut e Mic Gain. Nas laterais, controles de volume para entrada de audio em linha, entrada de fone de ouvido, microfone externo e linha de um lado e de outro, volume, power e botão liga/desliga. Na parte de baixo, entrada para cartão SD e USB Mini.
O design e ergonomia, como já perceberam, não são o forte do bichinho. Ele é
bem leve e isso dá uma impressão de produto frágil, de qualidade inferior. Os microfones são fixos e não há como direcioná-los. O equipamento da Zoom, o H4, possui algumas características matadoras, como Phantom Power e gravação de até 4 canais simultâneos em linha. Fui informado porém que a qualidade da captação não é boa como a do Edirol, mas, bem que eu queria uma mini-mesa de som assim, tão fácil, nas mãos.
Existem algumas fotos com ele montado em um tripé, mas, isso só é possível com um acessório (uma capa, na verdade) que contém uma rosca e não acompanha o produto.
Os controles frontais para busca de arquivos, menus funcionais, led de nível da gravação, velocidade de reprodução, reverb (ótimo) e split são bem posicionados e de acionamento seguro.
O display possui informações sobre o tempo corrido e tempo disponível para gravação, dois indicadores de canais, e nome da faixa.
O que mais motivou a troca de aparelhos, foi a rápida transferência de arquivos para o computador, para armazenamento e a definição de formatos dos arquivos. Além disso, a qualidade de gravação é muitas vezes superior à dos minidiscs, bem como a robustez e a portabilidade da mídia (um cartão de 4 GB equivale a mais de 6 discos comuns!).
O preço deste equipamento é de R$ 1.300,00 em média, no Brasil, quase o dobro do preço nos EUA e Inglaterra.
MÉTODOS DE GRAVAÇÃO ALTERNATIVOS
Tenho gravado aulas com este equipamento, o que permite aos alunos de canto simplesmente comprarem cartões SD (em torno de 29 reais) e leitores de cartão para transferirem o conteúdo para seus computadores.
Cheguei a experimentar a gravação em celular para em seguida enviar por email via wifi ao aluno, mas, isso dispersa muito a atenção entre uma aula e outra, sendo um trabalho a mais para o professor. O método "gravador digital - cartão de memória" tem se mostrado o mais eficaz, evitando a utilização de equipamentos grandes (laptops e desktops), pouco práticos (minidiscs ou K7), de qualidade inferior (maioria dos Mp3 players) e mídias CDs e MDs.
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Leo Lodi
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21:20
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quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Bravo!
Claro que este blog também está a serviço de noticiar o sucesso dos nossos colegas, amigos, professores e alunos, então, lá vai:
A professora de canto do Voz Plena, Clarice Prieto, passou no concurso para coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, integrando o naipe de sopranos. Os ensaios já começaram e ela já canta na próxima ópera produzida naquele teatro, La Bohème, de Puccini.
Marina Consídera, também professora do Voz Plena, prepara-se para ir à Itália pela terceira vez, frequentando as turmas da célebre Renata Scotto.
Não é novidade, mas, também não é notícia repetida, os professores Guilherme Héus e Ana Zinger, integram o elenco do musical "A Noviça Rebelde". Ela, como irmã Margaretha e ele representando diversos papéis, inclusive integrando o coro de freiras. Neste mesmo musical, a diretora do Voz Plena, Mirna Rubim, faz o papel de Madre Superiora e prepara-se para cantar Le Villi (Puccini) no Theatro Municipal de São Paulo, em Setembro.
Acabo de ter notícias de um dos participantes da nossa Oficina de Teatro Musical, Léo Rommanno. Ele irá dirigir uma montagem de Wicked na OperÁria, em São Paulo.
Também louvável o resultado do esforço do cantor e ator Bruno Ferraz, selecionado para os trabalhos finais de "Clandestinos", trabalho do diretor teatral João Falcão que causou um rebuliço geral, mobilizando artistas de todo o Brasil, recebendo mais de 4.000 inscrições.
Parabéns prá essa galera que está em busca de algo, seja lá o que for, mas, que está conseguindo. Em breve dou mais notícias que pintarem.
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Leo Lodi
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16:37
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quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Este Blog Começa Aqui
Muito bem.
Tem alguém aí?
Alô.
Algum comentário? Até aqui, exatamente 10. Isso mesmo. Dos mais de 50 posts publicados até agora, só 10 pessoas fizeram suas "vocalizações" comentando os artigos, chamados para audições, críticas e divulgações de espetáculos.
Convidei para participar deste blog vários professores de canto e profissionais de outras áreas para falarem sobre assuntos diversos, sempre relacionados ao canto, como o dia a dia do cantor, suas dificuldades e as dos professores também! Técnica vocal, estilos, críticas etc, etc, etc. Até agora, como podem ver só eu e a Luciana Oliveira (minha fono mais querida) temos nos visto motivados a escrever a você, leitor do Curupaco. Tudo bem, não posso obrigar os colaboradores a ter esse trabalhão que é entrar no blog, digitando login, senha (mais uma senha, meu Deus!) e o escambau para daí escrever umas linhas, um comentário, uma curiosidade ou notícia.
Tudo bem! Estou então escrevendo para você (será que você existe?) para me comprometer com você: de agora em diante, seja qual for a sua dúvida sobre o canto - mesmo que pergunte "Leo, como é que se respira para cantar?" me esforçarei ao máximo em responder. Não é marketing pessoal, quero mesmo é ajudar as pessoas a compreenderem melhor as dificuldades que envolvem a arte de cantar. O Voz Plena foi criado pra isso. Não detemos o "grande conhecimento do segredo supremo da técnica vocal", como apregoam muitos professores de canto por aí, mas, sim, aprendemos todos os dias um jeito de despertar em nossos cantores uma forma de fazê-lo dentro dos melhores e mais avançados conceitos que envolvem a técnica vocal, compromissos entre estética e estilo, a "arte do canto", interpretação, trabalho corporal, cênico, fisiologia, ou seja, arriscaria dizer que TUDO sobre cantar!
Sendo assim, eu o convido a me desafiar. Vamos, pergunte. Mande um email para leolodi@vozplena.com e faça a sua pergunta. A mais descabida, cabeluda e instigante. Sendo sobre canto, EU PUBLICAREI AQUI a resposta e me comprometo a preservar a sua identidade também prá não pagar o grande mico de "perguntar uma coisa imbecil demais", coisa que, para mim, não existe. Perguntar é um sinal de inteligência. No Voz Plena aprendemos diariamente que a sua dúvida pode ser a de muitos e é por isso que eu estou aqui me comprometendo.
Até agora, tenho publicado TUDO o que acho interessante sobre o canto, as ferramentas existentes para ajudar cantores, divulgando audições para teatro musical e outros espetáculos, dando dicas, críticas e orientações. Blog é prá ser livre, por isso, este post vai assim mesmo, "no tapa", caso alguns dos colaboradores esteja ainda aguardando uma inspiração genial para escrever algo "interessante" sobre o canto aqui no Curupaco.
Este Blog começa oficialmente com este post. Se tem mesmo alguém aí, me diga o que quer saber sobre canto. Qualquer coisa. Técnica, estilo, repertório, ciência, astrofísica aplicada ao canto, yoga, patinação... eu buscarei a resposta com os especialistas caso não saiba responder. Gente como Felipe Abreu, Mirna Rubim, Caroll Mac Davitt, Martha Herr, Seth Riggs, Robert Edwards, Hubbert Noe, Ingo Titze, Richard Miller, Pavarotti, Elvis Presley, nenhum deles vai me negar uma resposta, tenho certeza.
Ficarei aguardando. E continuarei postando.
Em breve, algumas traduções muito interessantes do site/blog "ToreadorSong".
Um grande abraço.
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Leo Lodi
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13:35
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sábado, 3 de maio de 2008
Cantor Também é Músico!
Serve de alerta, mas, também é uma nota bem didática: cantor é músico sim!
Sempre percebi uma certa distinção entre "músicos" e cantores, sugerindo de forma sutil uma diferenciação entre ambos. Por isso, talvez seja necessário esclarecer que a exclusão e a discriminação não são, definitivamente, a melhor forma de congraçamento entre as classes.
Este post tem por motivação a recente criação de um "Concurso de Músicos", que lista uma série de instrumentos (quase todos os que compõem uma orquestra sinfônica), mas, não o canto. Fica então reforçado o equivocado conceito de que cantor não é músico, fazendo com que muitas pessoas o assumam (principalmente o grande público) sem questionar a veracidade dos fatos.
A imagem que postei é uma sugestão de um possível nome para um concurso de "Músicos Instrumentistas", orientando de forma assertiva a classe a que se destina o concurso. Perdoem o cartazete fictício, mas, ele é tão farsante quanto a exclusão da categoria "Cantor" de um dos poucos (íssimos) concursos para músicos no Brasil.
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Leo Lodi
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quinta-feira, 17 de abril de 2008
Novo disco do BR6

Esta é a capa do terceiro album do BR6, na minha opinião, o grupo vocal de maior destaque no Brasil, atualmente. Para respaldar minha opinião, tenho ao meu lado a iniciativa da produção da Rede Globo, que colocou uma das canções deste CD na próxima novela das seis e da CASA (The Contemporary A Cappella Society) , que conferiu o prêmio Best Jazz Album, uma das mais prestigiadas categorias do prêmio CARA 2008 (Contemporary A Cappella Recording Award), uma espécie de Grammy para os lançamentos internacionais de grupos vocais. No site do grupo é possível ouvir algumas faixas.
O trabalho foi lançado inicialmente nos EUA e aterrissa agora no Brasil, nas asas da Biscoito Fino, responsável pelo lançamento do primeiro álbum do grupo, o ótimo e também premiado Música Popular Brasileira A Cappella.
A nova formação conta com Marcelo Caldi (Tenor), Augusto Ordine (Barítono) e Naife Simões (Percussão Vocal) que, somados aos "antigos" Crismarie Hackemberg (soprano), Simô (baixo) e Deco Fiori (tenor), dão corpo ao BR6. Tive a oportunidade de assistir às três apresentações do grupo deste ano até agora: no teatro Café Pequeno, Armazém Digital Leblon e Sala Baden Powell, todas no Rio de Janeiro. O grupo se mostrou em evolução, apresentando uma significativa melhora a cada show. Acredito porém, que a mão do diretor Fernando Lobo venha contribuir para a incorporação de um trabalho cênico e corporal mais arrojado, pois isto se faz necessário. A próxima oportunidade para assistir ao grupo será na Modern Sound (RJ), onde haverá o lançamento do disco em um show gratuito, no dia 19 de maio, uma segunda-feira.
A última (e ótima) novidade que bateu à porta do grupo foi a contratação por cinco anos, de duas turnês anuais no Japão, onde "Here to Stay" também será lançado.
O Brasil tem ótimas formações de grupos vocais que, infelizmente, não têm seu trabalho reconhecido. A única iniciativa de maior escala que já existiu para promovê-los, foi justamente empreendida pela Rio Acappella, empresa da Crismarie e seu marido Cilan, o Forum Rio Acappela e o Festival Rio Acappella de Grupos Vocais. Ambos foram projetos espetaculares, sempre tendo a troca de informações e conhecimento como tônica. Fico na torcida para que este novo e grande passo do "BR" também contribua para abrir espaço para a projeção dos bons grupos vocais e arranjadores existentes no Brasil.
Recentemente, em conversa particular com a Crismarie, única mulher no grupo, uma reflexão dela, quase que um pensamento em voz alta que escapou sem querer, me chamou a atenção: "O barco estava no cais, com as velas içadas, aí, passou um vento e levou...". É assim mesmo. A gente faz a nossa parte, se prepara, corre atrás. Uma hora encontramos o nosso vento (ou ele encontra a gente).
Agora, o que você está fazendo aí? Vai logo visitar o site dos meninos! http://http//www.vocalbr6.com
Clique aqui e veja a crítica de Mauro Ferreira.
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Leo Lodi
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quinta-feira, 10 de abril de 2008
"Você Leva Sua Guitarra? Ok, eu Levo Meu Microfone."

Resolvida a questão: em vez de ficar gritando para sua voz aparecer, basta utilizar este equipamento da Behringer, o EPA 40, está à venda em diversas lojas de instrumentos musicais do Brasil. Atende bem a diversas categorias profissionais e amadoras, para o lazer ou trabalho. Seja numa pequena reunião, aula, treinamento ou mesmo em uma roda de violão com os amigos. Resolve sim e pode ser usado com qualquer tipo de microfone - logo, pode ser trocado. Pelas especificações técnicas, usa plug P4 para ligar ao microfone. A vantagem deste equipamento é a portabilidade, claro! As especificações técnicas são:
- Alto-falante de 5";
- Bateria para até 8 horas de uso (recarregável em apenas 4 horas);
- Entrada para microfone e auxiliar;
- Led indicador da bateria e botão de controle de volume;
- Inclui 01 microfone Behringer XM 1800S (dinâmico, supercardióide, 80Hz a 15 KHz, 600Ohms, 230g), cabo, alça para transporte e adaptador de microfone para pedestal;
- Design ergonômico que facilita o transporte.
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Leo Lodi
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terça-feira, 11 de março de 2008
Cantor-compositor ou compositor-cantor?

Notícia do Mauro Ferreira, "blogueiro" do Notas Musicais:
"Em simpósio promovido pela revista americana Billboard sobre questões empresariais relativas à indústria da música, Clive Davis - importante executivo que, no comando da Arista Records, descobriu cantores como Whitney Houston - alertou para o fato de que intérpretes devem se concentrar na arte do canto ("o que sabem fazer de melhor", de acordo com Davis) em vez de buscarem se firmar como compositores. Davis tem toda a razão. Cantores não são necessariamente bons compositores. Exemplo brasileiro recente da questão abordada pelo executivo - hoje no grupo Sony BMG - é o primeiro CD da paulista Ana Cañas (foto), Amor e Caos. O álbum frusta as expectativas de quem já viu Cañas ao vivo e conhece sua força como intérprete. Mas ela decidiu apostar em repertório majoritariamente autoral sem ligar para o fato de que suas músicas não são tão boas quanto sua voz. Ainda menos conhecida do que Cañas, que já adquiriu aura cult na noite paulistana, a mineira Gláucia Nasser também comete o mesmo erro em seu terceiro disco, A Vida num Segundo. Cantoras como Mariana Aydar e Roberta Sá tiveram mais humildade e salpicaram uma ou outra música autoral em seus repertórios. Estão certas. Afinal, nem todo mundo é - como Milton Nascimento, para citar um exemplo na ala masculina - dotado de um talento excepcional de compositor e de uma voz igualmente especial. A ponderação de Clive Davis deve ser levada em conta. Inclusive por todos os compositores que se acham bons cantores."
Na minha opinião não há absolutamente nada que limite ou impeça um cantor de compor, por isso, sugiro aos cantores do mundo inteiro, COMPONHAM, ESCREVAM MÚSICA, FAÇAM MÚSICAS PRÓPRIAS e, claro, estudem canto!
Você concorda?
Comente aí então...
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Leo Lodi
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
A Nova Orquestra de Minas Gerais

Na quinta-feira passada (21/02/2008), fui a Belo Horizonte a convite da Pauta Produções Artísticas (obrigado, Inês Schachter) conferir de perto a mais nova iniciativa da Secretaria de Estado da Cultura, a estréia da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais - OSEMG.
O evento foi, sem dúvida, um sucesso, lotando o Palácio das Artes, onde foi apresentada a 9ª Sinfonia de Beethoven. Na foto, os solistas: Adriana Clis (Mezzo-Soprano), Lício Bruno (Baixo-Barítono), Gabriela Pace (Soprano) e Martin Muhle (Tenor). Estes, deram um espetáculo à parte. Estão de parabéns também o Governo do Estado de Minas Gerais - pela iniciativa de incentivar o desenvolvimento da música no Estado, com um corpo artístico de excelente nível, o maestro Fábio Mechetti e todos os instrumentistas e coristas que participaram deste espetáculo. Quem ganha é a música e a cultura do nosso país.
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Leo Lodi
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terça-feira, 22 de janeiro de 2008
No Carnaval Todo Mundo Canta.

Confesso que não sou muito chegado a Carnaval. Minha mãe me levava para o Clube Campestre, em Belo Horizonte, com minhas irmãs e lá, dançava (pulava) com minha fantasia de índio, jogando serpentina e confete pro alto, cantando as marchinhas mais populares que a banda tocava. Isso era na década de 70 e, depois, só fui pular carnaval em 1996 prá fazer uma farra com os amigos. Nunca mais pulei carnaval, mas, a notícia que li agora me deixou chateado, confesso:
O Globo, 22 de janeiro de 2008 (uma semana antes do carnaval)
"Um dos mais tradicionais blocos de carnaval do Rio, o Cordão do Bola Preta, está sendo despejado nesse momento de sua sede, na Avenida 13 de Maio, no Centro do Rio. O presidente do bloco disse que está sendo cumprida agora uma ação movida pelo condomínio por falta de pagamento. Cantores de marchinas e artistas estão indo para o local para fazer um protesto."
26/01/2008
Deu na coluna do Ancelmo Góis:
"Depois de 90 anos de muito samba, embalando a alegria de várias gerações e um despejo nada honroso, o Bola Preta levou sprayzada de pimenta na lata. Foi há pouco, em plena Rio Branco. Os foliões alegres e resistentes foram reprimidos pela PM que resolveu abrir a avenida-mor de todos os carnavais à base da pimenta."
A manifestações populares que motivam as pessoas a cantarem sempre tiveram importância na vida das sociedades. Cantar já é algo espetacular. Liberta, faz bem à alma. Com um monte de gente então é ainda mais fascinante. Pode ser funl, hip-hop, ópera. Essa catarse é algo sempre presente no carnaval, por isso, tomara que a festa da turma do Bola Preta não seja menos alegre esse ano e que eles consigam resolver essa "pendenga".
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Leo Lodi
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Sweeney Todd vem aí.

O musical sombrio de Stephen Sondheim deve demorar ainda um ano para chegar ao Brasil (Takla Produções / SP). Até lá, poderemos nos deliciar com a versão para o cinema (exibida para o mercado Norte-Americano em dezembro de 2007), criada pelo diretor Tim Burton. Na película, Todd é interpretado pelo parceiro de 9 longas de Burton, Johnny Depp. A esposa do diretor (Helena Bonham Carter) também faz uma aclamada participação como Mrs. Lovett.
O visual sombrio das cenas - praticamente em preto e branco - transforma este "Barbeiro Demoníaco" em uma mistura de "Edward Mãos de Tesoura", com "Corpse Bride" e "Sleepy Hollow"... ao mesmo tempo. É muito sangue jorrando -como cascatas de tinta vermelha, regado pelas maravilhosas (e difíceis) canções de Sondheim.
É um musical memorável por diversos aspectos. Primeiro, porque vem provar a força deste estilo que há décadas mostra sua força e aceitação tanto no teatro como no cinema e que, de uns tempos prá cá, volta a conquistar a platéia brasileira. Segundo, porque é um musical de Sondheim (West Side Story, Company, Follies, Into The Woods, A Little Night Music e muitos outros) e isso faz toda diferença. Com Sweeney Todd, Sondheim ganhou o Grammy de Melhor Álbum de Musical em 1979, repetindo a dose com outros de seus musicais em 70, 73, 84, 88, 94 e em 1975, com a "Música do Ano", "Send in The Clowns", na 18ª edição do prêmio. Claro que também conquistou muitos Tonys e um Oscar, pela música de Dick Tracy.
Na minha opinião, a visão de Tim Burton (e do próprio Sondheim) para Sweeney Todd, vem afirmar o caráter de modernidade e ousadia já mostrados pela dupla Moeller e Botelho ao investirem na montagem de "Sete - O Musical". Ao público que achou pesado, sombrio ou "dark" demais, o aviso: vem chumbo grosso por aí - da melhor qualidade!
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Leo Lodi
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sábado, 1 de dezembro de 2007
Um dia é da arara, outro é do cantor.
E aí, leitores do blog Curupaco! Saudades de vocês! Voltei aqui prá dar meus "curupitacos", pois, tenho voado muito por aí, "aconselhando" alguns cantores sobre como serem mais inseguros, medrosos e instáveis, pois, como sabem, esse é o meu prazer.
Então, é exatamente sobre isso que quero falar. Algo muito triste que me aconteceu. O Leo Lodi já falou sobre preparação de cantores para audições de musicais, peças te teatro, shows etc, né? Li isso outro dia, mas, não estava nem acessando direito a internet naquela época, ocupada que estava com as audições da Noviça Rebelde. Gente, quanto rebuliço! Gente de todo lugar veio pro Rio cantar pro Cláudio e o Charles. Eu amei de paixão aquele clima! Muito requisitada que estava, não tinha tempo prá nada, gente! Mas, acho que fiz bem meu papel, mostrando direitinho pros candidatos os momentos em que iam errar, suas falhas e defeitos, afinal, eu tou aqui prá isso, né?
Entretanto, teve uma turma que nem me deu bola e fiquei muito chateada. Fiquei muito chateada com o pessoal do Voz Plena que fez as audições, principalmente a Mirna Rubim, Ana Zinger e o Guilherme Héus. Me ignoraram completamente e, mesmo com toda a ansiedade que envolve o clima de audições para um musical, conseguiram bons papéis como o de Madre Superiora (Mirna Rubim), Irmã Margherita (Ana Zinger) e o Guilherme estará no "elenco celibatário" da montagem, no papel de padre!
Não entendo esse pessoal. Apesar de ter passe livre no Voz Plena, às vezes penso que ninguém lá me ouve. A Júlia Bernart por exemplo encarou sua primeira, isso mesmo, primeira audição na vida! Tem só 18 anos ela e nem me deu ouvidos! Resultado: será uma das filhas do Capitão Von Trapp no musical, a Luísa. O que está aconteceeeeendo??? O mesmo aconteceu com a Maria Netto, vai ser a Liesl. E teve mais um tantão de gente que se preparou com os professores do Voz Plena e que estará no elenco formando o coro.
Essa gente não ouve meus conselhos, definitivamente... "chuif"!
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Anônimo
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20:54
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quinta-feira, 29 de novembro de 2007
"É impossível ser feliz sozinho". Cantores então...

Esta é para você que é cantor ou cantora - ou pretende se tornar um(a).
Seja do tipo que sai por aí cantando intuitivamente (prá ver se algum produtor repara seu talento) ou que já tem um trabalho bem definido e planejado, pense comigo: como aumentar a visibilidade do seu trabalho visando, principalmente, atingir novos mercados, descobrir novas possibilidades, com qualidade, inovação e por aí vai?
Há dez minutos atrás, minhas melhores (e sensacionais) idéias sobre como diversificar e fazer novas descobertas musicais estava limitada a compor ou produzir algo que pudesse ser publicado em gravadoras virtuais ou em meu próprio Blog ou site, visando divulgar o trabalho na rede. Foi desses dez minutos prá cá, que me permiti ampliar muito alguns dos meus horizontes, motivado pela notícia publicada no site do Jeremy - o Vocal Process.
O CONCEITO
O que você acha de iniciar o trabalho, cantando composições próprias ou de amigos, com acompanhamentos bem simples (piano ou violão, ou à capela) para que outras pessoas (os colaboradores) façam arranjos remixados tendo como base sua simples (muitas vezes tosca) gravação inicial? Será que isso vai dar certo? Se você gostou da idéia, fique à vontade para curtir o que o Calendar Songs oferece sob o slogan:
"I write one song a month. You remix and feedback. We make a record."
O RESULTADO
"CalendarGirl" é a intérprete única do site. Sua voz está presente em todas as versões e já obteve um total de 240 remixes (até hoje). São contribuições de diversos arranjadores virtuais sobre suas interpretações, que se utilizam de três arquivos gravados em MP3: voz separada do acompanhamento, acompanhamento e trilha mixada. Tem coisas muito legais, mas, o que importa mesmo, é que a "Garota Calendário" inova ao utilizar-se deste meio cheio de possibilidades que é a internet, ao propor a colaboração de desconhecidos, gente que nunca viu na vida, de toda parte do planeta, para interferir nas suas canções.
O resultado pode ser conferido no site dela www.calendarsongs.com. Particularmente, o simples fato de ser um site colaborativo já é motivo suficiente para eu gostar, mas, não é que tem coisas muito legais lá?
Vá e veja, mas, não se esqueça, essa é a palavra do momento: colaboração.
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Leo Lodi
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15:52
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segunda-feira, 26 de novembro de 2007
"As vozes da MPB já não são mais as mesmas". Será?
Reproduzindo o texto do Leandro Souto Maior, blogueiro do JB:
" Procura-se uma boa cantora. Afinada, com uma voz única. É Da Mata, Aydar, Sá, B, Estiano, Leitte, tudo a mesma coisa. O mesmo timbre, a mesma abordagem, nada de novo, nada de surpreendente.
E além de afinada e com uma voz única, que tenha um repertório de boas músicas. Porque não adianta ter uma ótima voz se estiver a serviço de um repertório chato e irrelevante. Taí Duncan e Carolina. E não adianta citar Maria Rita, que é boa, mas um filme que a gente já viu, e melhor feito.
Foi-se mesmo o tempo que tínhamos Gal, Bethânia, Elis, Clara, e tantas outras, produzindo e criando pérolas, cada uma com uma quantidade de informações únicas.
Repito e fico com o que li se não me engano no Agamenon. Tim Maia é do tempo que os cantores eram feios e cantavam bem e boas músicas. Hoje os cantores são bonitos, cantam mal e são chatos pra caramba."
O q vc acha?
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Leo Lodi
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15:20
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segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Preparação para Audições
Em meio ao ritmo alucinante que têm sido esses dias, preparando cantores para as audições do musical "A Noviça Rebelde", que será montado por Charles Moeller e Cláudio Botelho, encontrei um tempinho para escrever aqui no Curupaco.
Este musical está atraindo a atenção de uma variedade muito grande de cantores de vários estilos, idades e níveis profissionais, entre homens e mulheres. Acredito que este fenômeno se deve por se tratar de uma obra tão carismática e marcante na vida de muitas pessoas, em várias épocas diferentes (minha irmã canta a música do bode até hoje - imitando o bode, claro).
O que pretendo falar é sobre a preparação dos artistas, que são, em sua maioria, atores, dançarinos e cantores, sejam profissionais ou iniciantes se aventurando no primeiro teste da carreira (como foi o caso do elenco juvenil deste musical). Nós, preparadores vocais, professores de canto, orientadores, instrutores etc, nos esforçamos ao máximo em fazer com que os candidatos rendam o melhor que puderem com o material vocal que ora nos é apresentado. Quando orientamos alguém para uma audição, nem sempre o objetivo principal é o de desenvolver novas descobertas sobre técnica vocal ou estilo, mas, sim, o de adequá-los vocalmente para aquela audição.
Ocorre que, infelizmente, muitos cantores só se dão conta do volume de exigências que esse tipo de preparação requer, quando já é tarde demais. É justamente nestes que quero focar este post.: Dois ou três dias não são suficientes para preparar ninguém (imagino que você, leitor, também saiba disso). É comum "chover" gente na última hora esperando algum tipo de milagre que, sabemos, não acontece jamais. O trabalho de preparação vocal acontece sempre com muita antecedência. Alguns cantores, já se preparam para este musical há muito tempo (e nem pretendem parar de preparar-se tão cedo).
O grande aprendizado para todos nós, é que os cantores que chegam na última hora, acabam se conscientizando de que é necessário um tempo ainda maior para este tipo de preparação e que é preciso estar sempre "em dia" com o trabalho técnico e artístico. Se esta "ficha cair", ao meu ver, basta. É grande coisa, conscientizar-se disso.
Galera da última hora, portanto, procure um preparador vocal, professor de canto, orientador, preparador corporal, técnica de Alexander, Ana Kfouri... tem gente demais prá te ajudar naquilo que você ainda não está suficientemente pronto, portanto, trabalhe! Rale bastante na sua preparação porque a vida no teatro musical não é mansa. Depois de entrar nessa, imagine-se ensaiando oito horas por dia, durante meses e depois, apresentando-se de 5 a 6 vezes na semana durante mais um monte de meses (ou anos). É isso mesmo que você quer? Então, comece a ralar agora!
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Leo Lodi
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08:35
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quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Artigo da Revista Galileu
No site da Revista Galileu (nº 118), editada pela Editora Globo, um artigo interessante que vale à pena ser conferido. É sobre voz falada e cantada, contém alguns depoimentos interessantes de especialistas, orientadores e cantores (chamo a atenção para os comentários do tenor brasileiro Fernando Portari.
Versátil instrumento da natureza, ela é a identidade sonora do ser humano
Por Marino Maradei Jr.
AGUARDE O CONTEÚDO DESTA MATÉRIA NOS PODCASTS PERIÓDICOS QUE SERÃO PUBLICADOS NESTE ESPAÇO.
Cantado por
Leo Lodi
às
11:58
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segunda-feira, 29 de outubro de 2007
O Segredo é a Simplicidade
Um dos melhores cantores que conheço é o Jucão.
Ele é mais alto que eu, deve ter uns 1,90 para mais, e é também mais "forte". Muito cabelo pela cabeça e pelo rosto, marca inconfundível de quem vive a vida com liberdade e está sempre de bem com tudo (fora o fato de que nunca uma arara ousou pousar no seu ombro). A voz acompanha seu estilo. A boca, enorme, emite sons absolutamente livres de preconceitos estéticos, artísticos e técnicos. A técnica, correta, e a expressividade apaixonada, tornam seu canto arte pura. Por isso, a melhor definição para o Jucão é a liberdade de ser ele mesmo. Mas, bom mesmo é poder aprender com gente assim.
No dia-a-dia do professor de canto, somos constantemente desafiados a procurar uma forma de amenizar para nossos alunos a aridez da informação técnica, das exigências de adequações ao estilo musical, postura física, desenvolvimento da linguagem profissional e dos relacionamentos profissionais e pessoais com nossos alunos, dentre diversas outras coisas. Por isso, a simplicidade é sempre uma aliada do professor. Qualquer um que venha valorizar o processo do aprendizado do canto com o olhar da simplicidade irá se impressionar ao ver como ela pode contribuir com o desenvolvimento dos alunos e cantores, de uma forma geral.
Um bom caso que ilustra isso é o telefonema que recebi de um grande amigo de Belo Horizonte. Ele me descreveu, empolgado, sua mais nova descoberta vocal, tão relacionada com o nosso tema: "Leozim, cê nem imagina, rapaz, que depois de passar uma semana inteira aí no Rio de Janeiro com você e a Mirna, aprendendo sobre técnica vocal e tudo o mais, foi somente outro dia que a ficha caiu" (dentre as várias instruções que demos a ele, a mais veemente era sobre a uma certa tensão que existia nos lábios e mandíbula na hora de cantar, ao que aconselhávamos: "Solta a boca, solta a boca").
No seu relato, dizia que um dia, observando um cantor numa roda de violão durante um almoço de família, percebeu: "A boca dele, é completamente solta prá cantar. Eles tinham razão com aquele negócio de boca solta, isso pode melhorar minha voz também, será?". Cantando junto, meio que "copiando" a atitude da recém-descoberta "boca solta", pôde perceber alguns resultados, obtendo consequentemente mais prazer com aquilo.
O fim desta cantoria trouxe consigo uma surpresa: um elogio do cantor que ele copiava e que vinha a ser simplesmente o Jucão, ao que, prontamente, meu amigo retribuiu: "Obrigado, pai".
Cantado por
Leo Lodi
às
18:00
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