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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Processadores de efeitos para a voz

Recentemente, li um tópico na "Lista de Preparação Vocal" do Yahoo Groups, um tópico sobre Processadores e Efeitos para voz.

Tais processadores são fabricados há alguns anos (eu pelo menos, os conheço bem há mais de 10 anos) e não representam, exatamente, uma novidade tecnológica.

Podem sim, serem considerados curiosidade e este post destina-se a isto: saciar a necessidade de alguns em torno de tais equipamentos. Não é necessariamente uma resenha, por isso, deixo a cargo da curiosidade de cada um, explorar ainda mais as informações sobre cada modelo e marca.

O que conheço há mais tempo é o Vocalist (na imagem ao lado, o Vocalist Live 4), da Digitech. Este equipamento possui diversas harmonias vocais pré-programadas e ainda tem espaço para harmonizações programáveis. A qualidade é bem sofrível, principalmente nas regiões mais agudas. Há variações e modelos diferentes, mas, acredito que a plataforma seja a mesma, apresentando a mesma qualidade. Há diversos vídeos no You Tube demonstrando estes aparelhinhos, veja um deles:



Outro equipamento disponível no mercado são os modelos VoiceTone, da TC-Helicon. Há diversos modelos, com funções diferentes. Claro que há videos no You Tube que demonstram os aparelhos. Ao meu ver, a qualidade destes supera em muito a dos Vocalists. Além do mais, o fabricante teve o cuidado de criar um canal exclusivo para divulgar seus produtos no You Tube, o que demonstra estarem muito mais antenados com os novos canais de distribuição da informação no meio eletrônico do que a Digitech. Isso eu valorizo.




E você? Algum destes equipamentos lhe chama mais a atenção? Acha válido utilizar algum deles? Deixe aí seu comentário...

terça-feira, 10 de junho de 2008

A Noviça Rebelde

Esta notícia veio do Blog do André Gomes, do "Supercênico". Achei um dos comentários mais precisos e sucintos sobre esta montagem.

A ESTRÉIA DA NOVIÇA BRASILEIRA

Esta foto mostra o elenco de 'A Noviça Rebelde' recebendo os aplausos do público que lotou a pré-estréia do musical na noite de ontem, no Oi Casa Grande. A montagem, de 9,8 milhões de reais, empolgou a platéia com cenários luxuosos, que recriam com perfeição as famosas montanhas
austríacas tão lembradas do filme de 1965 com Julie Andrews. Kiara Sasso, a noviça brasileira, está impecável na interpretação das canções, todas, sem exceção, muito bem traduzidas para o português por Claudio Botelho. Herson Capri é o próprio capitão, mas infelizmente não canta e joga para escanteio músicas como 'Edelweiss'. Na direção, Charles Möeller conduz a turma com agilidade e as crianças, adoráveis, são um dos trunfos da encenação. Quem é fã do filme vai saborear as diferenças entre ele e a peça, montada a partir do original da Broadway de 1959. Com o decorrer da temporada, acho que a montagem só tem a ganhar: a parte técnica está perfeita, talvez falte um pouco de emoção na interpretação de algumas canções. Só quem toma realmente de assalto o teatro com seu vozeirão é Mirna Rubim, no papel da madre superiora - a própria Kiara, embora afinadíssima, é mais comedida. 'Do-ré-mi' ficou uma graça e 'So Long, Adeus', adorável. Solange Badim e Fernando Eiras, nos papéis de Max e a baronesa, tiram proveito máximo de suas cenas. Fazem rir, estão em ótima sintonia. Surpreendente também é a performance vocal de Bruno Miguel como Rolf. Eu, que particularmente gosto de 'Sixteen Going Seventeen', adorei-o em 'Dezesseis e Dezessete'. O Rio ganha um musical de altíssima qualidade e um teatro realmente bonito, confortável e bem equipado. A crítica formal do espetáculo sai nesta quinta no Caderno D.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Cristina Braga - Veja esta Crítica


Resenha de CD
Título: Paisagem
- Grandes Canções
Brasileiras
Artista: Cristina Braga
e Eugene Friesen
Gravadora: Biscoito Fino
Cotação: * *

Uma das melhores harpistas brasileiras, Cristina Braga vem se aventurando pelo canto nos últimos anos. Mas o fato é que, em Paisagem, sua voz não mostra força para encarar repertório que prioriza músicas e letras de Chico Buarque (Pedaço de mim, Eu te Amo, Atrás da Porta, Sabiá, Retrato em Branco e Preto) e de Tom Jobim (Triste, Inútil Paisagem, Valsinha, Bonita, Modinha) - dois compositores já exaustivamente regravados por intérpretes mais ou menos talentosas. Apesar de a parte instrumental ser impecável, o disco resulta opaco - até porque o companheiro da harpista nesta jornada fonográfica, o violoncelista americano Eugene Friesen, tampouco se impõe como cantor em temas como Triste. Vale ressaltar que a interação da harpa de Braga com o violoncelo de Friesen produz pulsação envolvente no arranjo de Disparada. Músico convidado do CD, Francis Hime põe seu piano a serviço de Último Canto e de Atrás da Porta. Contudo, Paisagem não ostenta a beleza que se poderia esperar de um álbum gravado com tantos virtuoses - a começar pela própria Braga - e com repertório irrepreensível. Falta um brilho especial às vozes dos músicos. Ser afinado não credencia ninguém a se aventurar pela arte do canto...

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Novo disco do BR6


Esta é a capa do terceiro album do BR6, na minha opinião, o grupo vocal de maior destaque no Brasil, atualmente. Para respaldar minha opinião, tenho ao meu lado a iniciativa da produção da Rede Globo, que colocou uma das canções deste CD na próxima novela das seis e da CASA (The Contemporary A Cappella Society) , que conferiu o prêmio Best Jazz Album, uma das mais prestigiadas categorias do prêmio CARA 2008 (Contemporary A Cappella Recording Award), uma espécie de Grammy para os lançamentos internacionais de grupos vocais. No site do grupo é possível ouvir algumas faixas.

O trabalho foi lançado inicialmente nos EUA e aterrissa agora no Brasil, nas asas da Biscoito Fino, responsável pelo lançamento do primeiro álbum do grupo, o ótimo e também premiado Música Popular Brasileira A Cappella.

A nova formação conta com Marcelo Caldi (Tenor), Augusto Ordine (Barítono) e Naife Simões (Percussão Vocal) que, somados aos "antigos" Crismarie Hackemberg (soprano), Simô (baixo) e Deco Fiori (tenor), dão corpo ao BR6. Tive a oportunidade de assistir às três apresentações do grupo deste ano até agora: no teatro Café Pequeno, Armazém Digital Leblon e Sala Baden Powell, todas no Rio de Janeiro. O grupo se mostrou em evolução, apresentando uma significativa melhora a cada show. Acredito porém, que a mão do diretor Fernando Lobo venha contribuir para a incorporação de um trabalho cênico e corporal mais arrojado, pois isto se faz necessário. A próxima oportunidade para assistir ao grupo será na Modern Sound (RJ), onde haverá o lançamento do disco em um show gratuito, no dia 19 de maio, uma segunda-feira.

A última (e ótima) novidade que bateu à porta do grupo foi a contratação por cinco anos, de duas turnês anuais no Japão, onde "Here to Stay" também será lançado.

O Brasil tem ótimas formações de grupos vocais que, infelizmente, não têm seu trabalho reconhecido. A única iniciativa de maior escala que já existiu para promovê-los, foi justamente empreendida pela Rio Acappella, empresa da Crismarie e seu marido Cilan, o Forum Rio Acappela e o Festival Rio Acappella de Grupos Vocais. Ambos foram projetos espetaculares, sempre tendo a troca de informações e conhecimento como tônica. Fico na torcida para que este novo e grande passo do "BR" também contribua para abrir espaço para a projeção dos bons grupos vocais e arranjadores existentes no Brasil.

Recentemente, em conversa particular com a Crismarie, única mulher no grupo, uma reflexão dela, quase que um pensamento em voz alta que escapou sem querer, me chamou a atenção: "O barco estava no cais, com as velas içadas, aí, passou um vento e levou...". É assim mesmo. A gente faz a nossa parte, se prepara, corre atrás. Uma hora encontramos o nosso vento (ou ele encontra a gente).

Agora, o que você está fazendo aí? Vai logo visitar o site dos meninos! http://http//www.vocalbr6.com

Clique aqui e veja a crítica de Mauro Ferreira.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Com Lucy, Jude e JoJo, no Céu de Diamantes de Claudio e Charles



Nada a ver com droga. Ácido lisérgico? Muito menos. A viagem aqui é real, pois "Beatles" é trilha sonora que justifica muita coisa. A grande variedade de estilos presente em sua música, assim como, formas, arranjos e composições, deram a Charles Moeller e Claudio Botelho (sim, eles de novo) elementos para criar ainda mais, baseado na obra dos "fab four".
Este espetáculo é música pura, sem textos, cenários, figurino simples e poucos elementos de cena -praticamente malas e guarda-chuvas. O pequeno acompanhamento de piano, violoncelo e percussão mostra porque "Beatles, Num Céu de Diamantes" é um sucesso: não é preciso muito para fazer da música dos Beatles algo excepcional. Pelo teatro de arena do SESC Copacabana, os onze (ótimos) cantores desfilam as melhores canções do quarteto. Há releituras, versões, brincadeiras e, principalmente, muita musicalidade por parte de cantores e instrumentistas. O destaque, na minha opinião, vai para a sensibilidade de Charles Moeller em saber dosar todos os elementos com sutileza, criando um envolvimento mágico junto ao público.
O espetáculo ganhou sessões extras a partir desta semana: sábados às 18h30m e domingos às 17h. Além dos novos horários, continuam as apresentações às quintas e sextas às 21h, aos sábados às 21h, e aos domingos às 19h30m.
Fica em cartaz no Espaço Sesc, em Copacabana até 24 de fevereiro.
Ingressos a R$ 16, R$ 8,00 (estudantes e pessoas acima de 60 anos) e R$ 4,00 (comerciários).
Informações: (21) 2547.0516

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Sweeney Todd vem aí.


O musical sombrio de Stephen Sondheim deve demorar ainda um ano para chegar ao Brasil (Takla Produções / SP). Até lá, poderemos nos deliciar com a versão para o cinema (exibida para o mercado Norte-Americano em dezembro de 2007), criada pelo diretor Tim Burton. Na película, Todd é interpretado pelo parceiro de 9 longas de Burton, Johnny Depp. A esposa do diretor (Helena Bonham Carter) também faz uma aclamada participação como Mrs. Lovett.

O visual sombrio das cenas - praticamente em preto e branco - transforma este "Barbeiro Demoníaco" em uma mistura de "Edward Mãos de Tesoura", com "Corpse Bride" e "Sleepy Hollow"... ao mesmo tempo. É muito sangue jorrando -como cascatas de tinta vermelha, regado pelas maravilhosas (e difíceis) canções de Sondheim.

É um musical memorável por diversos aspectos. Primeiro, porque vem provar a força deste estilo que há décadas mostra sua força e aceitação tanto no teatro como no cinema e que, de uns tempos prá cá, volta a conquistar a platéia brasileira. Segundo, porque é um musical de Sondheim (West Side Story, Company, Follies, Into The Woods, A Little Night Music e muitos outros) e isso faz toda diferença. Com Sweeney Todd, Sondheim ganhou o Grammy de Melhor Álbum de Musical em 1979, repetindo a dose com outros de seus musicais em 70, 73, 84, 88, 94 e em 1975, com a "Música do Ano", "Send in The Clowns", na 18ª edição do prêmio. Claro que também conquistou muitos Tonys e um Oscar, pela música de Dick Tracy.

Na minha opinião, a visão de Tim Burton (e do próprio Sondheim) para Sweeney Todd, vem afirmar o caráter de modernidade e ousadia já mostrados pela dupla Moeller e Botelho ao investirem na montagem de "Sete - O Musical". Ao público que achou pesado, sombrio ou "dark" demais, o aviso: vem chumbo grosso por aí - da melhor qualidade!