quinta-feira, 17 de abril de 2008

Novo disco do BR6


Esta é a capa do terceiro album do BR6, na minha opinião, o grupo vocal de maior destaque no Brasil, atualmente. Para respaldar minha opinião, tenho ao meu lado a iniciativa da produção da Rede Globo, que colocou uma das canções deste CD na próxima novela das seis e da CASA (The Contemporary A Cappella Society) , que conferiu o prêmio Best Jazz Album, uma das mais prestigiadas categorias do prêmio CARA 2008 (Contemporary A Cappella Recording Award), uma espécie de Grammy para os lançamentos internacionais de grupos vocais. No site do grupo é possível ouvir algumas faixas.

O trabalho foi lançado inicialmente nos EUA e aterrissa agora no Brasil, nas asas da Biscoito Fino, responsável pelo lançamento do primeiro álbum do grupo, o ótimo e também premiado Música Popular Brasileira A Cappella.

A nova formação conta com Marcelo Caldi (Tenor), Augusto Ordine (Barítono) e Naife Simões (Percussão Vocal) que, somados aos "antigos" Crismarie Hackemberg (soprano), Simô (baixo) e Deco Fiori (tenor), dão corpo ao BR6. Tive a oportunidade de assistir às três apresentações do grupo deste ano até agora: no teatro Café Pequeno, Armazém Digital Leblon e Sala Baden Powell, todas no Rio de Janeiro. O grupo se mostrou em evolução, apresentando uma significativa melhora a cada show. Acredito porém, que a mão do diretor Fernando Lobo venha contribuir para a incorporação de um trabalho cênico e corporal mais arrojado, pois isto se faz necessário. A próxima oportunidade para assistir ao grupo será na Modern Sound (RJ), onde haverá o lançamento do disco em um show gratuito, no dia 19 de maio, uma segunda-feira.

A última (e ótima) novidade que bateu à porta do grupo foi a contratação por cinco anos, de duas turnês anuais no Japão, onde "Here to Stay" também será lançado.

O Brasil tem ótimas formações de grupos vocais que, infelizmente, não têm seu trabalho reconhecido. A única iniciativa de maior escala que já existiu para promovê-los, foi justamente empreendida pela Rio Acappella, empresa da Crismarie e seu marido Cilan, o Forum Rio Acappela e o Festival Rio Acappella de Grupos Vocais. Ambos foram projetos espetaculares, sempre tendo a troca de informações e conhecimento como tônica. Fico na torcida para que este novo e grande passo do "BR" também contribua para abrir espaço para a projeção dos bons grupos vocais e arranjadores existentes no Brasil.

Recentemente, em conversa particular com a Crismarie, única mulher no grupo, uma reflexão dela, quase que um pensamento em voz alta que escapou sem querer, me chamou a atenção: "O barco estava no cais, com as velas içadas, aí, passou um vento e levou...". É assim mesmo. A gente faz a nossa parte, se prepara, corre atrás. Uma hora encontramos o nosso vento (ou ele encontra a gente).

Agora, o que você está fazendo aí? Vai logo visitar o site dos meninos! http://http//www.vocalbr6.com

Clique aqui e veja a crítica de Mauro Ferreira.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Entrevista com Robert Edwards


Abaixo, uma entrevista da revista eletrônica Monterey County Weekly com um dos mais renomados professores de técnica vocal dos Estados Unidos, Robert Edwards. A tradução é de uma das orientadoras do Voz Plena, Ana Zinger, ex-aluna de Edwards enquanto residiu na Califórnia.



Robert Edwards ensinou Hollywood a cantar


Por Stuart Thornton para o Monterey County Weekly


Robert Edwards acredita que o canto começa logo após o nascimento. Infelizmente, o canto a que ele se refere não é musica para os ouvidos. Edwards - que deu aulas para grandes cantores como Sheryl Crow, Bonnie Raitt, e Michael McDonald - diz que o choro de um bebê é igual ao canto de um indivíduo "Não há diferença fisiológica entre o canto e o choro", explica.

As idéias de Edwards sobre o canto se desdobram em um discurso multi-disciplinar e de mente muito aberta, de um soberbo professor universitário. Edwards, que está abrindo um novo estúdio vocal em Carmel, somado ao seu popular estúdio de Los Angeles, menciona filosofia, anatomia, fisiologia, e ate mitologia para explicar as formas de comunicação.

Edwards se refere à anatomia para mostrar que os seres humanos nasceram para cantar. Ele explica que há mais de 64 pares de músculos dentro e em volta da laringe humana. “Isto seria demais para um primata que só viria a falar”, diz.

Quando jovem, Edwards cantou em igrejas e bares de estilo folk nos arredores da Universidade de Ken State, Ohio, onde se formou em filosofia. Porém, foi um emprego como assistente de um fonoaudiólogo que trabalhava com crianças excepcionais que mais o ensinou sobre vocalização. Através da fonoaudiologia, ele conheceu os princípios básicos da fisiologia, estudo das funções dos organismos vivos. “Aprendi muito sobre a voz desta maneira”, ele diz. “Eu não queria violar os princípios da fisiologia."

Em 1970 Edwards migrou para Los Angeles. Estudou música no CSU Northridge e abriu seu próprio estúdio de canto.

Através do boca a boca, as aulas de Edwards decolaram (ele chegou a ensinar 163 alunos). E não eram quaisquer alunos: na sua lista de clientes estavam vencedores dos prêmios Grammy, Oscar, Emmy, e Tony.

Ele comenta que alguns de seus famosos alunos, como Christina Aguilera e Tracy Chapman, o impressionaram com a habilidade de absorver as técnicas. "A maioria das grandes estrelas são boas atrizes, porque cada canção é uma cena", diz. "E elas aprendem rápido".

Edwards descreve a sua tutelagem como uma apólice de seguros: "Para o seu instrumento não quebrar e deixá-lo na mão quando você se emocionar demais com ele", diz.

Apesar de nunca ter trabalhado com Bob Dylan, Edwards demonstra uma enorme afeição pelo ícone, que a maioria considera ter uma voz ruim. "Bob Dylan sempre foi meu compositor favorito", fala. "Essa não é a sua verdadeira voz. É uma pseudo-voz. Ele está mais interessado no estilo do que em impressionar as pessoas com a voz".

Edwards admite que, como muitos de seus clientes estão em turnê, as aulas são dadas pelo telefone. Ele permanece com um telefone de discar de 30 anos para dar todas essas aulas por um motivo específico: "Ele tem um ótimo microfone de carbono de duas polegadas", diz. "A fidelidade é muito boa".

Então, Edwards senta ao piano e me demonstra como ensina. "Você é um baixo, ou um baixo barítono", repara.

Em seguida me faz cantarolar uma melodia simples. Eu me sinto envergonhado quando um profundo som de sapo emerge da minha garganta. Mesmo assim, ele me elogia, e eu começo a achar que meu sonho de estar à frente de uma banda de rock pode não estar longe, afinal. Assim que me sinto mais confiante, ele toca melodias um pouco mais complexas e me pede para segui-lo. "Bom timbre", diz.

Edwards aponta em direção ao teto. "A voz de um bom cantor não sai da boca, ela sai da mente".*

Ao terminar a aula, eu agradeço e Edwards me dá um conselho. "Se queres continuar a cantar, ouça o radio e cante com ele", diz. "Tente especialmente cantar com as artistas femininas".

Então ele me diz que a voz masculina só atinge a maturidade com a idade de 45 a 55 anos. Isto quer dizer que ainda tenho tempo.



*Nota: ”A good singer doesn’t aim the tone straight out of their mouth. They aim it straight out of their head."

Tone em inglês significa: 1. um som vocal ou musical. 2. qualidade do som 3. timbre 4. um som de tonalidade definida.

Podemos pensar que a mira de um som de ótima qualidade, timbre e afinação venha da mente, e não simplesmente da boca.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

A Ópera de Hime


Segundo Mauro Ferreira, no Blog Notas Musicais, Francis Hime acaba de compor sua primeira ópera. Segue o que ele diz no post de ontem:

"Compositor de boa música popular que sempre tangenciou a arte erudita em seus projetos sinfônicos, Francis Hime dá os últimos retoques em sua primeira ópera, criada em parceria com a escritora Silvana Gontijo. Dividida em quatro atos, a Ópera do Futebol conta a história de dois filhos rivais de um ex-craque dos gramados. Apesar do tema popular, a ópera de Francis segue os cânones do gênero, tendo sido composta para cantores líricos e orquestra sinfônica. A intenção do compositor é encená-la em 2009, ano em que vai completar 70 anos - efeméride que deverá motivar reedições de seus discos."

"Você Leva Sua Guitarra? Ok, eu Levo Meu Microfone."


Resolvida a questão: em vez de ficar gritando para sua voz aparecer, basta utilizar este equipamento da Behringer, o EPA 40, está à venda em diversas lojas de instrumentos musicais do Brasil. Atende bem a diversas categorias profissionais e amadoras, para o lazer ou trabalho. Seja numa pequena reunião, aula, treinamento ou mesmo em uma roda de violão com os amigos. Resolve sim e pode ser usado com qualquer tipo de microfone - logo, pode ser trocado. Pelas especificações técnicas, usa plug P4 para ligar ao microfone. A vantagem deste equipamento é a portabilidade, claro! As especificações técnicas são:
- Alto-falante de 5";
- Bateria para até 8 horas de uso (recarregável em apenas 4 horas);
- Entrada para microfone e auxiliar;
- Led indicador da bateria e botão de controle de volume;
- Inclui 01 microfone Behringer XM 1800S (dinâmico, supercardióide, 80Hz a 15 KHz, 600Ohms, 230g), cabo, alça para transporte e adaptador de microfone para pedestal;
- Design ergonômico que facilita o transporte.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Na Cadência do Samba - Brasil (RJ)

Nos dias 23e 24/04 (data a confirmar) serão realizados testes de coreografia e canto para o musical "Eu sou o samba", com texto de Fátima Valença, roteiro musical de João Máximo, direção de Fabio Pillar e coreografia de Carlinhos de Jesus.

A estréia está prevista para o dia 20/06 no Teatro Villa Lobos (Rio de Janeiro) com duração de três a quatro meses, seguindo para São Paulo, para temporada no Teatro Frei Caneca.
O mínimo é de R$ 1.100,00 mais percentual de bilheteria.
Os interessados devem mandar foto e curriculum para Cristina Fraga no email: cprates.fraga@gmail.com

sábado, 5 de abril de 2008

Concurso Público para Universidade na Paraíba.

A UFPB está realizando concurso em várias áreas, dentre as quais Teatro, Dança, Canto, Piano e Teoria Musical. O edital completo pode ser visto clicando aqui.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Diz-me Com Quem se Relacionas Que te Direi Que Artista És.

A forma como o músico se relaciona com seu público talvez seja uma das mais importantes estratégias para divulgar o trabalho artístico. Por isso, estão surgindo diversas ferramentas na internet para facilitar o acesso do público à sua arte (ou à minha, quem sabe).

O rapper 50 Cent tem mais de 1 milhão de amigos no MySpace, mas se ele algum dia decidir deixar essa rede social, vai se afastar também desses amigos. Por esse motivo, como cada vez mais artistas, ele está lançando um site de relacionamento social.

No Thisis50.com os fãs podem criar perfis e listas de amigos, como fazem no MySpace, mas 50 Cent tem acesso direto aos usuários do site e a seus endereços de e-mail.

Mais e mais artistas, desde Kylie Minogue e Ludacris até Pussycat Dolls, vêm lançando as próprias redes de relacionamento, que estão se tornando uma espécie de versão de próxima geração dos Web sites dos artistas.

O recurso de relacionamento na rede dá aos fãs uma razão para frequentar um site e fazer visitas mais frequentes do que fariam a um Web site padrão. Os artistas podem vender anúncios em seus sites, oferecer downloads e outros produtos, opções que não teriam no MySpace ou Facebook. Além disso, são donos do conteúdo e dos dados sobre o uso feito pelos fãs de seu site, algo ao qual não têm acesso em outras redes sociais.

"O que diferencia o Thisis50.com do MySpace é que nós controlamos o banco de e-mails", diz Chris "Broadway" Romero, diretor de novas mídias da G-Unit Records, que administra o Thisis50. "Podemos enviar e-mails aos nossos membros, se quisermos."

A idéia não é que o Thisis50 funcione como fã-clube, e sim como uma plataforma para 50 Cent exibir sua música e a música da qual gosta, além de comentar notícias e páginas de perfis de usuários. Já o site WeMix.com, de Ludacris, é mais um ponto focal para artistas principiantes carregarem suas músicas.

As redes de artistas não visam tomar o lugar do MySpace ou Facebook, que tendem a atrair um público mais amplo e mais usuários.

"Os artistas vêem o MySpace e o Facebook como funis que conduzem a suas redes de relacionamento", diz Gina Bianchini, executiva-chefe da Ning, firma que fornece ferramentas de rede para a Thisis50, Sara Bareilles e outros.

A chave para fazer os usuários voltar aos sites é o envolvimento dos artistas - em blogs, comentários em páginas de usuários, imagens exclusivas ou outros conteúdos.

Custa relativamente pouco criar uma rede social se o artista recorre a uma das firmas, em número crescente, que fornecem as ferramentas e os hosts. A Ning, por exemplo, cobra 34 dólares por mês para um site e host. E a Flux trabalha com artistas e selos, recebendo uma porcentagem da receita.

O que é ainda mais importante é que os fãs parecem estar comprando diretamente desses sites. No KylieKonnect, de Kylie Minogue, lançado no ano passado através da britânica New Visions Mobile, quase 25 por cento dos usuários já adquiriram um ringtone, download ou outro produto relacionado, informou a diretora da firma, Julia McNally.

Matéria extráida da agencia Reuters
por Jennifer Netherby

Produção Musical no Brasil. Um Grande Negócio

A seguir, reprodução da matéria que ilustra o resultado da aquisição de 76% da CIE em 2006. Basta dizer que a CIE era até então, responsável pela produção dos maiores musicais produzidos no Brasil (A Bela e a Fera, RENT, O Fantasma da Ópera, Miss Saigon dentre outros). Vejam como o negócio cresceu:

A publicação do Relatório da Administração da Time For Fun (T4F), denominação da antiga CIE Brasil, contem algumas informações que mostram a nova dimensão que a Indústria de Eventos (ou de Entretenimento) está adquirindo no Brasil.

Após a reorganização promovida em maio do ano passado que levou a incorporação das operações na Argentina e no Chile, consolidando o controle acionário da empresa nas mãos de Fernando Altério (56%) e do GIF II, um fundo de pensão gerido pela Gávea Investimentos, do ex-presidente do Banco Central (20%), permanecendo 24% em poder do Grupo CIE Internacional. A companhia opera três casas em São Paulo (Credicard Hall, Citibank Hall e Teatro Abril), uma no Rio de Janeiro (Citybank Hall) e duas em Buenos Aires (Teatro Opera e Obras Pepsi), além da exclusividade na realização de espetáculos no Estádio Monumental Del Nuñez, em Buenos Aires.

A T4F atua também promoção e organização de shows musicais, espetáculos e eventos artísticos, culturais e de entretenimento em geral (Blue Man Group, Aerosmith, Roger Waters, Miss Saigon e Cirque Du Soleil, entre outros); a prestação de consultoria e assessoria empresarial, mercadológica e organizacional na área de eventos promocionais, através da subsidiária Motivare; promoção e organização de eventos esportivos (são responsáveis pela promoção da Stock Car no Brasil) e a administração de bilheterias, da qual tem a licença exclusiva de utilização do software e da marca Ticketmaster na América do Sul.

O faturamento líquido da T4F que em 2005 era 89,5 milhões atingiu 404,2 milhões no ano passado, 94% superior aos 208,8 milhões de 2006 – um crescimento médio anual de 113%. Esta receita foi obtida com a administração da venda de 10,5 milhões de ingressos vendidos em 2007 e os 3.615.000 espectadores, 146% acima das vendas do ano passado (1.472.000), representando um crescimento médio anual de 64% em relação a quantidade de espectadores de 2005 (1.348.000).

Ainda segundo o Relatório, a atividade de promoção de espetáculos da Times For Fun é bastante diversificada por tipo de conteúdo: música (44%), família (21%), teatro (18%), exposições (12%) e esportes (5%).

Matéria extráida do site Revista de Eventos

segunda-feira, 31 de março de 2008

Quem Canta... Está Cuidando da Saúde

Viena, 31 de Março de 2008

Cantar não é apenas uma das formas de expressão mais antigas do ser humano, mas também pode curar muitos males, garantem cada vez mais médicos, que recomendam a prática do canto com regularidade, embora os estudos sobre seus efeitos benéficos do canto sejam recentes.

Até pouco tempo, não existiam estudos científicos a respeito do assunto, mas resultados de pesquisas recentes confirmam inclusive que cantar deveria ser receitado pelos médicos, afirma a doutora Gertraud Berka-Schmid, psicoterapeuta e professora da Universidade de Música e Artes de Viena.

A especialista critica pais e professores que tentam proibir as crianças de cantar porque não sabem, pois assim as privam de sua capacidade de personificação e o acesso à experiência do som.

"Isso faz com que a consciência da personalidade mude, reduzindo seu desenvolvimento, porque poder levantar a voz, ser ouvido, ser reconhecido e aceito é de importância vital para um ser eminentemente comunicativo como o ser humano", afirma Berka-Schmid em declarações à revista de medicina austríaca Medizin Populär.

"Cantar é a respiração estruturada", afirma a médica, explicando o efeito fisiológico da respiração abdominal - a mais profunda -, que prevalece quando se canta e que se transforma em massagem para o intestino e em alívio para o coração. Além disso, garante a doutora, essa respiração fornece ar adicional aos alvéolos pulmonares, impulsiona a circulação sanguínea e pode melhorar a concentração e a memória.

Na opinião da especialista, cantar é um ótimo remédio para os males específicos do nosso tempo, porque equilibra o sistema neurovegetativo e reforça a atividade dos nervos parassimpáticos, responsáveis pelo relaxamento do corpo.

Cantar gera harmonia psíquica e reforça o sistema imunológico, importantes frente a problemas tão freqüentes hoje, como transtornos do sono, doenças circulatórias e a síndrome de burnout - a exaustão emocional.

As conseqüências de um estímulo nervoso excessivo são típicas dos tempos atuais, afirma a especialista: as pessoas não agüentam os próprios impulsos, se isolam, se bloqueiam e paralisam ou acumulam agressividade. Por meio da voz, o ser humano é capaz de expressar seus sentimentos de tal maneira que pode se desfazer de uma série de más sensações.

Em algumas ocasiões, isso não é possível apenas falando normalmente e, por isso, o canto desempenha um papel essencial. Lembrando o ditado "quem canta, seus males espanta", não há diferenças em cantar sozinho, em dupla, em coro ou no banheiro, assim como não importa se a pessoa desafine, garante Berka-Schmid.

O corpo é o instrumento de que dispomos para nos comunicar e jogar fora a ira acumulada. A respiração varia de acordo com as emoções, pois quem está agitado, por exemplo, tende a respirar de forma diferente de quem está triste.

(Gazeta Mercantil - EFE)

terça-feira, 11 de março de 2008

Cantor-compositor ou compositor-cantor?


Notícia do Mauro Ferreira, "blogueiro" do Notas Musicais:

"Em simpósio promovido pela revista americana Billboard sobre questões empresariais relativas à indústria da música, Clive Davis - importante executivo que, no comando da Arista Records, descobriu cantores como Whitney Houston - alertou para o fato de que intérpretes devem se concentrar na arte do canto ("o que sabem fazer de melhor", de acordo com Davis) em vez de buscarem se firmar como compositores. Davis tem toda a razão. Cantores não são necessariamente bons compositores. Exemplo brasileiro recente da questão abordada pelo executivo - hoje no grupo Sony BMG - é o primeiro CD da paulista Ana Cañas (foto), Amor e Caos. O álbum frusta as expectativas de quem já viu Cañas ao vivo e conhece sua força como intérprete. Mas ela decidiu apostar em repertório majoritariamente autoral sem ligar para o fato de que suas músicas não são tão boas quanto sua voz. Ainda menos conhecida do que Cañas, que já adquiriu aura cult na noite paulistana, a mineira Gláucia Nasser também comete o mesmo erro em seu terceiro disco, A Vida num Segundo. Cantoras como Mariana Aydar e Roberta Sá tiveram mais humildade e salpicaram uma ou outra música autoral em seus repertórios. Estão certas. Afinal, nem todo mundo é - como Milton Nascimento, para citar um exemplo na ala masculina - dotado de um talento excepcional de compositor e de uma voz igualmente especial. A ponderação de Clive Davis deve ser levada em conta. Inclusive por todos os compositores que se acham bons cantores."

Na minha opinião não há absolutamente nada que limite ou impeça um cantor de compor, por isso, sugiro aos cantores do mundo inteiro, COMPONHAM, ESCREVAM MÚSICA, FAÇAM MÚSICAS PRÓPRIAS e, claro, estudem canto!

Você concorda?

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